Instituto Espinhaço assume protagonismo na liderança da Rede CPLP-MaB
A UNESCO, por meio do Programa Homem e a Biosfera (MaB), o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD e a Reserva da Biosfera do Cerrado, em parceria com o Instituto Espinhaço e com o apoio da Rede Brasileira das Reservas da Biosfera – RBRB, realizaram, entre os dias 23 e 26 de março de 2026, na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, o IV Encontro da Rede de Reservas da Biosfera da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP-MaB.
A Rede CPLP MaB reúne as Reservas da Biosfera de países que compartilham uma mesma língua e uma extraordinária diversidade ambiental e cultural: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste — conectando territórios em três continentes e consolidando uma das mais relevantes redes globais para a sustentabilidade.
No dia 24 de março, durante este importante Encontro — que debateu diretrizes de governança e caminhos para o desenvolvimento sustentável — foi eleita a nova Diretoria da Rede de Reservas da Biosfera da CPLP.
A presidência passa a ser exercida pela Reserva da Biosfera do Cerrado, sob a liderança do Instituto Espinhaço, tendo à frente Luiz Oliveira como Presidente da REDE CPLP-MaB. Para a vice-presidência foi eleita, na mesma chapa, a Reserva da Biosfera da Quiçama (Angola), representada por Joyce Janota, fazendo da união entre Angola e Brasil uma força transformadora, capaz de promover a ressignificação histórica dos povos falantes da língua portuguesa. Compartilhar o mesmo idioma é compartilhar uma forma de ver o mundo. É reconhecer no outro não apenas diferenças, mas pertencimento. E é exatamente nesse ponto que as Reservas da Biosfera dos países lusófonos ganham seu significado mais elevado.
As Reservas de Biosfera são territórios de reconciliação. Reconciliação entre desenvolvimento e conservação. Reconciliação fundada no humanismo inarredável, na semeadura da esperança, na pacificação das relações humanas e, especialmente, no reto cumprimento do propósito da experiência humana, nossa breve e mágica experiência neste planeta. Entre ciência e saber tradicional. Entre presente e futuro.
O novo mandato, chamado por Luiz Oliveira de “Mandato da Convergência Lusófona”, terá a duração de três anos e será responsável pela implementação do Plano de Ação que foi proposto por Luiz Oliveira e que busca conciliar o desenvolvimento das comunidades locais com a preservação da biodiversidade, a segurança hídrica e o fortalecimento de uma bioeconomia inclusiva, tendo o ser humano como elemento central dos territórios.
O novo mandato da REDE CPLP-MaB assumido por Luiz Oliveira propõe a compreensão de que as reservas da biosfera dos países lusófonos possuem um potencial singular – cultural, ecológico e social – que ainda não foi
plenamente reconhecido no cenário global. Ao mesmo tempo, as reservas enfrentam desafios estruturais, institucionais e comunicacionais que limitam o seu impacto transformador.
O mandato, de acordo com Luiz Oliveira, “organiza-se em quatro eixos
estratégicos – Governança, Financiamento, Excelência Científica e Troca de Conhecimento – e tem como visão central fortalecer a marca e o imaginário das reservas da biosfera lusófonas como territórios que produzem soluções, conhecimento e inspiração, funcionando em rede de forma colaborativa e solidária.
Como resultado final do IV Encontro da Rede CPLP-MaB foi construída a Declaração de Goiás, documento que consolida compromissos e diretrizes para o futuro da Rede CPLP MaB,
O Instituto Espinhaço reafirma, mais uma vez, seu papel estratégico de organizador de conexões, conhecimento e ações transformadoras, promovendo a integração entre países, culturas e territórios em prol de um futuro mais sustentável, colaborativo e regenerativo.
Mais do que um encontro, este momento representa um avanço concreto na construção de uma governança global baseada na cooperação, na ciência e no reconhecimento dos territórios como protagonistas das soluções para os desafios do planeta.













